relacionamento

Relacionamento á distância

    Um relacionamento com convivência diária já é complicado, agora imagina á distância. Pois é, assim que meu marido passou no processo seletivo, para trabalhar em uma empresa no exterior, o nosso relacionamento foi na base da confiança. 

      Estávamos muito animados com essa mudança, afinal, seria muito bom pra nossa família, conhecer um novo país, uma nova cultura, poder praticar um novo idioma e deixar conhecimento para nossos filhos. Meu marido sempre deixou bem claro o seu interesse em morar fora, e foi me contagiando com essa possibilidade. Na teoria, tudo é mais simples, mas na prática, fica totalmente diferente. Eu sabia que muita coisa iria mudar, mas, não imagina que seria tanto. Planejamos outro filho, assim que estivéssemos estabilizados, isso já em outro país.

     Estava dando tudo certo, os planos estavam se concretizando, quando eu descobri que estava grávida. E todo o projeto? planejamentos? me vi perdida, tendo que adiar várias coisas, e confesso que fiquei preocupada, porém feliz. Queríamos outro filho, mas, nosso planos, era pra dois anos. Não mudamos nada, continuamos como o planejado, sendo que, agora, eu teria que esperar para viajar e adaptar um bebê na história toda.

      Eu estava grávida de sete meses quando ele embarcou para os Emirados Árabes (Sim, ele foi para o Oriente Médio), uma cultura totalmente diferente da nossa, estilo de vida que não chega nem perto da nossa realidade no Brasil. Fiquei muito preocupada, estava sensível, final de gestação, vários pensamentos positivos e negativos … É um filme que passa em nossa cabeça, mas, fiquei firme. A tecnologia ajudava muito, nos falávamos todos os dias por aplicativos de chamada de vídeo, trocávamos fotos, informações, … Isso passava segurança e tranquilidade.

     Quando finalmente chegou o dia do embarque, não pude me conter e cai em lágrimas. Fomos todos ao Aeroporto Internacional Tom Jobim (Galeão), e foi tudo muito rápido, check in, despache de bagagens, vai aqui, vai ali, … Chegamos com 1:30hs de antecedência, que mais pareciam 20 min. 

     Ele embarcou, e assim, começou o nosso relacionamento á distância.

Gestação

Mãe aos 14 anos

    Sim, aos 14 anos descobri que estava grávida, e ao contrário do que todos pensam no primeiro momento, não foi algo que “aconteceu”, pelo contrário, eu estava certo que queria ser mãe, o motivo, era pra ter a minha tão sonhada liberdade. E ela veio? De certa forma sim, e junto com uma liberdade e responsabilidade. Fiquei muito feliz, via tudo como uma grande “brincadeira de casinha”. Eu estudava, estava no último ano de ginásio, e foto de estar grávida, não me fez para estudar, sabia que eu era superar. Lembro como se fosse hoje, cada momento. Não foi fácil, muito muito familiar, ou o apoio já está em fase final da gestação (como acontece na maioria dos casos).Tinha uma coisa, que eu sonhava todos os dias, era com o meu dia de princesa, e esse dia chegou, mas eu quero que trocar esse sonho de baile de debutante para uma festa de chá de bebê, se eu fiquei triste? Lógico, afinal, sonhei tanto com esse dia, e quando ele chegou, não pude realizar o meu sonho, mas, eu conformei pois, escolhi ser mãe, sEu escolhi, em alguns casos, uma maternidade e uma questão de escolha. Ao engravidar, acreditado que estava localizado no encontro da minha liberdade. Me sentia muito presa, não podido sair sozinha, horário pra estar em casa, … Entre outras coisas, nos quando jovens, não entendemos. Fui morar com meu namorado, assim como minha filha nasceu, isso mesmo, era uma menina, e depositei nela, tudo que sonhei pra mim e tudo que “sonharam” pra mim. Em fim, chegou o grande dia, o nascimento da Maria, mesmo nome da mãe de Jesus. E esse foi o momento mais feliz da minha vida, não estou arrependo por escolha e se voltasse o tempo, sem nada absolutamente nada. 

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