Mais viagens e menos brinquedos

Menos brinquedos e mais viagens

Como é bom viajar, conhecer lugares diferentes, curiosidades, cultura, enriquecer a alma e alimenta a vida. Sendo em família, entre amigos ou até mesmo sozinho,  praias lindas com águas cristalinas ou subir a serra pra curtir o clima da montanha, o importante é pé na estrada. Agora, se tratando de viajar com crianças, aí tudo muda, ou não?! No meu caso, com certeza não, levo meus pequeno para todos os lugares.

Levar meus filhos em minhas viagens, nunca foi problema, pelo contrário, foi a solução. Percebi que, a cada viagem, eles voltavam mais animados, falantes, observadores e super empolgados para compartilhar tudo que viram e curtiram. Logo percebi que, a melhor coisa para o desenvolvimento deles, era através das viagens e passeios. 

Antes de decidir o próximo destino, faço uma pesquisa sobre a localização exata, se tem pronto socorro, farmácia, supermercado, facilidades para encontrar possíveis necessidades, pra depois pesquisar sobre pontos turísticos, gastronomia e etc. 

A primeira viagem que fiz com as crianças, foi para o Santuário de Aparecida do Norte. Levei os quatro com meses de vida, sem contar que fui grávida dos três, só não foi na minha terceira gestação, pois a viagem é sempre no mês de outubro e o Heithor estava para nascer a qualquer momento. 

Nunca tivemos problemas para escolher os destinos, mas, meu marido já era experiente em acampamentos e trilhas, sempre me chamava pra acompanha-lo, mas, nunca tive espírito aventureiro e depois que nasceram os pequenos, a vontade diminuiu mais ainda, imagine só se aventurar ainda mais com crianças? Só que não, fomos acampar e levamos o Heithor ainda pequeno, com quase 2 anos, e foi aí que percebi o quanto foi bom para o desenvolvimento dele e não paramos mais. Não importa o lugar, a distância, o clima … o importante é viajar.

Dia das crianças, levo para passear, brincar, lanchar, … E não dou presente material, deve esta pensando, tadinhos, mas que nada, estou dando presente sentimental, que vai ficar eternizado na memória. Natal e aniversário, dou uma lembrancinha, faço uma festinha (por incrível que pareça, eles não gostam muito de festa de aniversário) e levo para passear em lugares que não fomos antes ou um lugar que fomos e gostamos muito. Não sou adepta do consumismo, não uso datas comemorativas para presentear, sou contra a essa cultura de datas certas para dar super presentes. Sigo o princípio de que: Se esta merecendo?! Se tenho condições?! então eu presenteio, independente de data.

Prefiro gastar com viagens do que com brinquedos. Feriados e datas comemorativas, são oportunidades para por o pé na estrada.

relacionamento

Relacionamento á distância

    Um relacionamento com convivência diária já é complicado, agora imagina á distância. Pois é, assim que meu marido passou no processo seletivo, para trabalhar em uma empresa no exterior, o nosso relacionamento foi na base da confiança. 

      Estávamos muito animados com essa mudança, afinal, seria muito bom pra nossa família, conhecer um novo país, uma nova cultura, poder praticar um novo idioma e deixar conhecimento para nossos filhos. Meu marido sempre deixou bem claro o seu interesse em morar fora, e foi me contagiando com essa possibilidade. Na teoria, tudo é mais simples, mas na prática, fica totalmente diferente. Eu sabia que muita coisa iria mudar, mas, não imagina que seria tanto. Planejamos outro filho, assim que estivéssemos estabilizados, isso já em outro país.

     Estava dando tudo certo, os planos estavam se concretizando, quando eu descobri que estava grávida. E todo o projeto? planejamentos? me vi perdida, tendo que adiar várias coisas, e confesso que fiquei preocupada, porém feliz. Queríamos outro filho, mas, nosso planos, era pra dois anos. Não mudamos nada, continuamos como o planejado, sendo que, agora, eu teria que esperar para viajar e adaptar um bebê na história toda.

      Eu estava grávida de sete meses quando ele embarcou para os Emirados Árabes (Sim, ele foi para o Oriente Médio), uma cultura totalmente diferente da nossa, estilo de vida que não chega nem perto da nossa realidade no Brasil. Fiquei muito preocupada, estava sensível, final de gestação, vários pensamentos positivos e negativos … É um filme que passa em nossa cabeça, mas, fiquei firme. A tecnologia ajudava muito, nos falávamos todos os dias por aplicativos de chamada de vídeo, trocávamos fotos, informações, … Isso passava segurança e tranquilidade.

     Quando finalmente chegou o dia do embarque, não pude me conter e cai em lágrimas. Fomos todos ao Aeroporto Internacional Tom Jobim (Galeão), e foi tudo muito rápido, check in, despache de bagagens, vai aqui, vai ali, … Chegamos com 1:30hs de antecedência, que mais pareciam 20 min. 

     Ele embarcou, e assim, começou o nosso relacionamento á distância.

relacionamento

Começo do relacionamento

   Tudo começou em clube na Zona Norte do Rio de Janeiro. Eu fazia o curso de secretariado e ele dava aulas de jiu-jitsu. Uma amiga em comum fez a mediação e nos apresentou, na verdade, eu nem queria conhece-lo, pois já sabia das suas intenções. Ela pensando que iria mudar de ideia,  foi logo dizendo: ” amiga, da uma chance pra ele, quando conhecer você não vai se arrepender”. Imagina a situação, mas, relevei e fui vencida pelo cansaço rss. Cheguei pra minha amiga e disse, combina certinho, a gente sai, come alguma coisa e joga conversa fora. Marcamos de sair uma turminha bem legal, me animei bastante rss

   Em fim chegou sexta-feira, me arrumei e fui pro curso, quando terminou a aula, nos reunimos até chegar todo mundo pra sairmos juntos. Conversa vai, conversa vem e ele chegou, todo mundo fui embora, não entendi nada, e a nossa saída? Cada um inventou uma desculpa e foram embora, ficou só nos dois e outras duas amigas. A vontade passou, queria ir embora também, até que uma delas disse no pé do meu ouvido: ” Se você não quiser ir, eu vou”, Ops! fui na mesma hora rss. Fomos ao Shopping, aproveitei e fiz umas comprinhas pra minha mãe e as crianças (Eu já tinha dois filhos de relacionamentos anteriores, Maria que na época tinha 8 anos e Herik  de dois anos e meio), e só de sacanagem, entrei em todas as lojas pra testa-lo. Ele não reclamou, acredita? ajudou a escolher tudo, indicava outras lojas, … Me encantei!  me senti mais a vontade, conversamos sobre vários assuntos, principalmente artes marciais. Realmente, gostei dele, educado, simpático, assuntos interessantes, … Realmente, valeu a pena. Ele me acompanhou até em casa e já foi conhecendo a família toda (minha mãe, meu pai e meus filhos), parecia de casa, conhecido de muito tempo. Ele foi embora e aconteceu o primeiro beijo, na semana seguinte já estávamos namorando e três meses depois, estamos morando junto. Simples assim!